Qual foi a melhor e a pior temporada?
Uma das discussões mais acaloradas entre fãs, cults, críticos e verdadeiros ‘amantes’ de The Walking Dead é quase obrigatória e sempre retorna à mesa: qual foi a melhor temporada e qual foi a pior da série?
A PIOR
Existe um consenso praticamente unânime de que a oitava temporada é a pior de todas, com folga. Um fracasso retumbante que colocou a série em rota de colisão direta com a AMC, afastou parte do público e desgastou a narrativa. No entanto, a chegada da nova showrunner mudou esse cenário. Angela Kang assumiu o comando na nona temporada e salvou a franquia, reorganizou a casa, corrigiu erros graves deixados por seu antecessor Scott M. Gimple e devolveu à série aquilo que havia sido perdido. Drama consistente, ação bem conduzida, terror psicológico e suspense real. The Walking Dead voltou a respirar. Muitos fãs apelidaram o antigo showrruner de Scott ‘Merda’ Gimple.
A MELHOR
Para muitos fãs, a melhor temporada continua sendo a segunda. O arco da Fazenda Greene, ou simplesmente a fazenda do Hershel, entregou algo raro na televisão. Emoção genuína, perigo constante, medo, alívio, momentos de alegria, risadas pontuais e, acima de tudo, um forte senso de pertencimento e família. Foi ali que conhecemos personagens que se tornariam históricos dentro do universo da série, como Hershel, Maggie e a ainda imatura Beth.
A segunda temporada também nos presenteou com algumas das cenas mais marcantes de toda a série. A sequência da farmácia, que até hoje provoca tensão, risos e surpresas em qualquer revisão. A chacina do celeiro, absolutamente inesquecível e emocionalmente devastadora. E, por fim, a invasão e destruição da fazenda, um momento que selou o fim da inocência daquele grupo. Confesso, chorei.
Como bônus, tivemos a despedida de um dos maiores nomes por trás de The Walking Dead. O genial cineasta Frank Darabont, diretor consagrado em Hollywood e responsável por três filmes icônicos da história do cinema, Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994), À Espera de um Milagre (The Green Mile, 1999) e O Nevoeiro (The Mist, 2007), clássicos da sétima arte, ele deixou sua marca final na série com episódios memoráveis e, na opinião de muitos, a melhor trilha sonora de todo o show. A trilha instrumental, composta por Bear McCreary, uma escolha pessoal de Frank, foca em temas de personagens e momentos de tensão. Faixas notáveis incluem:
“I See a Darkness” – Johnny Cash (Episódio 1: “What Lies Ahead”).
“Civilian” – Wye Oak (Episódio 10: “18 Miles Out”). Considerada por críticos musicais e fãs, a melhor música de todo show.
“The Regulator” – Clutch (Episódio 8: “Nebraska”).
No fim das contas, o arco da Fazenda é, acima de tudo, a saga da família. Um retrato sensível de pessoas tentando preservar a humanidade quando o mundo já não oferece mais nenhuma garantia.
Talvez seja justamente por isso que a segunda temporada permanece tão viva na memória dos fãs. Ela não dependia de grandes vilões ou guerras intermináveis, mas de conflitos humanos, escolhas morais difíceis e da fragilidade das relações em um mundo em ruínas. É ali que The Walking Dead mostra sua essência mais pura.
Léo Vilhena

